Dentistas batiam ponto no serviço público e iam atender no consultório particular

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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a promotoria da Comarca de Palmas desencadearam na manhã desta terça-feira, 22, a Operação Tiradentes que investiga sete odontólogos da prefeitura que batiam o ponto nas unidades de saúde e seguiam para trabalhar em seus consultórios particulares. Um deles foi preso em flagrante. Os investigados devem ser denunciados pelo Ministério Público pela prática ilícita de peculato, falsidade ideológica e estelionato.

A operação foi logo pela manhã e contou com a participação de 24 policiais, sendo cumpridos mandados em dez locais diferentes, entre prefeitura, postos de saúde e consultórios. As autoridades recolheram material, vídeos de câmeras de segurança, agendas, registros de cartão ponto e computadores. Tudo será analisado por peritos para embasar o processo. A investigação começou no mês de novembro do ano passado a partir de uma denúncia que foi levada à promotoria. O Ministério Público acionou o Gaeco que prestou suporte em todo trabalho de investigação.

O promotor de justiça Roberto Tonon Júnior, coordenador do Gaeco, afirmou que foi feito um amplo trabalho de campo, com provas que demonstram indícios de que os dentistas estavam burlando o sistema ao ausentarem-se do local de trabalho sem prestar o atendimento ao público.

O dentista que foi preso estava em seu consultório atendendo pacientes particulares. A agenda dele, que foi apreendida, mostra diversos procedimentos agendados exatamente no horário em que deveria atender a população, para o qual foi contratado e recebia remuneração. A investigação na promotoria de Palmas foi coordenada pelo promotor José de Oliveira Junior. Foram registradas situações do tipo: dentistas que iam ao supermercado fazer compras depois de bater o ponto ou que seguiam até o local de pijama.

De acordo com Tonon, essa foi a primeira participação do Núcleo do Gaeco do Sudoeste, que está funcionando desde janeiro com sede em Francisco Beltrão, em uma operação na região. A equipe já tem sede própria e conta com oito policiais, sendo dois civis e seis militares, além dos promotores de justiça.

via: http://www.jornaldebeltrao.com.br/

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